Secretaria de Educação quer melhor a qualidade da alimentação nas escolas públicas do DF e diminuir os gastos no setor

Metrópoles

Governo do Distrito Federal (GDF) busca uma solução para os problemas da alimentação nas escolas públicas da cidade. Uma das saídas será discutida no dia 6 de março: um novo modelo de gestão na área. As mudanças incluem a contratação de empresa especializada na prestação de serviço de nutrição.

São dois os objetivos principais: melhorar a qualidade da merenda e diminuir os gastos. Atualmente, a Secretaria de Educação (SEE-DF) direciona cerca de R$ 400 milhões por ano com a alimentação escolar. De acordo com a pasta, cerca de 400 mil pessoas são beneficiadas diariamente.

Conforme o Metrópoles antecipou, até seis empresas devem ser escolhidas para o serviço. A ideia é fazer com que o governo não dependa somente de um fornecedor e, ao mesmo tempo, esses concorrentes sirvam de fiscais entre eles. A mesma função das atuais merendeiras, que serão aproveitadas como fiscalizadoras de alimentos.

No dia 6 de março, a audiência pública servirá para debater a proposta do novo modelo. Segundo o cronograma pensado, o edital deve sair no fim de março.

Problemas e soluções

No ano passado, o GDF começou a trabalhar no sentido de melhorar a qualidade da merenda. O governo retirou do cardápio os embutidos, a polêmica pipoca e reduziu a oferta de biscoitos, passando a oferecer mais frutas e verduras.

Entretanto, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) reiterou alertas ao Executivo local para corrigir falhas no Programa de Alimentação Escolar. Na verdade, eram advertências que vinham desde 2016, no governo Rollemberg. Os pedidos incluem acompanhamento dos acordos, fiscalização da entrega de alimentos em desconformidade ao previsto e correções na armazenagem e nos estoques indevidos, entre outros pontos.

No início de fevereiro, trabalhadores rurais pediram a ajuda de deputados distritais junto à Secretaria de Educação. Eles dizem que a pasta demora em se posicionar quando ao edital de chamamento para as cooperativas, antes de os contratos vencerem em março. Uma lei distrital obriga os governos a adquirirem 30% dos itens da merenda escolar diretamente da agricultura familiar.