20160417184614628161oBrasília, 18 de abril – A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (17/4), o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A Casa conseguiu os 342 votos necessários para que o processo fosse aprovado. A votação teve início por volta 17h45, após os parlamentares discursarem, e cantarem o Hino Nacional. Quem começou foi o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que estava com problemas de saúde. Depois, foi seguida a ordem pré-estabelecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que o voto era revezado entre os estados brasileiros. O voto decisivo foi do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). “Quanta honra o destino me reservou de poder da minha voz sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Sim pelo futuro”, afirmou. A votação terminou com 367 a favor, 137 contra, sete abstenções e duas faltas.

Agora, o pedido segue para o Senado Federal, na segunda-feira (18) e, no dia seguinte, já deve ser lido em plenário. O Senado terá que formar uma comissão de 21 membros que discutirá a admissibilidade do processo. Para o impeachment ser aprovado, é preciso uma decisão da maioria simples, o equivale a 41 dos 81 senadores. Caso o parecer seja aprovado, Dilma fica afastada por até 180 dias para julgamento pelos supostos crimes de responsabilidade e Michel Temer assume como presidente interino.

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Dilma Rousseff só será, de fato, impedida de continuar no cargo se, ao final da instrução do processo no Senado, ela for condenada em plenário pelo voto de, ao menos, 54 dos 81 senadores. Essa última sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) da época.

Acompanhamento da votação

Antes da votação da Câmara, manifestantes pró e contra o impeachment tomaram as ruas do país. Em Brasília, mais de 50 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Também houve atos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Cascavel (PR), Porto Alegre.

Durante a votação na capital federal, os manifestantes acompanharam cada voto dos deputados em quatro telões na Esplanada dos Ministérios, vaiando e apoiando a cada “sim” ou “não” dito pelos políticos.