downloadBrasília, 09 de julho – A alta dos preços castigou os brasilienses em junho. A cidade de Brasília foi a que registrou a maior alta da inflação no mês de junho entre as 13 pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,05%. No ano, entretanto, está entre as mais baixas, 4,78%. Em 12 meses, o avanço do indicador foi de 8,30%.

A gerente de Pesquisa do IBGE, Irene Machado, explicou que o encarecimento das passagens aéreas teve grande influência no indicador da capital. Houve uma alta expressiva nesses preços no mês passado, e, em Brasília, onde esse item tem um peso maior na inflação, subiu 25,5%”, disse. Esse aumento tem deixado a estudante Juliana Lopes, 24 anos, bastante preocupada. Ela conta que está cada vez mais difícil manter a frequência das visitas ao namorado em Florianópolis, mesmo quando ela compra o bilhete com antecedência. Há alguns meses, a passagem, ida e volta, saía por R$ 280, sem taxas, e hoje ela não encontra por menos de R$ 310. “Se não tiver promoção, não dá mais para viajar”, concluiu.

Comida
De acordo com Irene, a alimentação em Brasília também ficou mais cara do que nas demais capitais. A alta, em junho, foi de 0,85%, acima da média nacional de 0,63%. Somente a cebola subiu 25,16%, e os produtos industrializados, como linguiça e presunto, tiveram alta de 4,87%; a carne bovina, de 2,71%; e o frango em pedaços, 4,18%, no mês passado. O encarecimento da energia elétrica, de 1,30% também contribuiu para a elevação da carestia na capital.

O aumento do custo de vida está deixando várias cidades com inflação próxima de dois dígitos. A primeira a romper essa marca foi Curitiba, que registrou alta de 0,91% em junho, e, no acumulado em 12 meses, a carestia avançou 10,20%. O Rio de Janeiro está bem próximo dessa marca, acumulando alta de 9,59%.

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